A criança tem como base aquilo que ela vive dentro de casa. Se ela é ouvida com respeito, ela aprende a respeitar. Se ela precisa gritar (ou até chorar ou fazer birra) para ser ouvida e atendida, ela aprende que só assim é que funciona. O óbvio não existe. Aquilo que para o adulto parece claro pode não ter sido compreendido pela criança.
Toda fala vem de um sentimento. Quando pais, mães e educadores estão exaustos, estressados ou ansiosos, a comunicação se torna impulsiva ou superprotetora. É nesse cenário que o erro acontece, seguido de um profundo sentimento de culpa.
O método atua sem julgamentos. Oferecemos um espaço de escuta e acolhimento prático focado na Psicologia Positiva e na Psicanálise Clínica. Ajudamos adultos a compreenderem as próprias emoções para que consigam organizar a fala diante dos filhos e alunos.
A Resposta Construtiva PADECOGE:
"O tom de voz de hoje se transformará na voz interna da criança amanhã."
Unimos famílias, ambientes escolares e iniciativas sociais através de palestras, dinâmicas vivenciais de acolhimento e treinamentos práticos.
Atuamos diretamente com pais e mães que buscam uma educação baseada no respeito, sem gritos e sem os desgastes psicológicos da rotina estressante. Fornecemos ferramentas de inteligência emotional para que gerenciem seus gatilhos antes de dialogarem com as crianças.
Desenvolvemos formações especializadas para professores, coordenadores e equipes pedagógicas. O foco está em aprimorar a comunicação em sala de aula, mitigar conflitos no ambiente escolar e construir um canal de diálogo seguro entre a instituição e a família.
Nossa metodologia conta com a validação prática de grandes parcerias, como o trabalho desenvolvido junto às famílias do Projeto Guri. Realizamos dinâmicas de impacto social com entrega de materiais reflexivos estruturados, transformando a realidade comunicativa de centenas de lares.
Para garantir a eficiência do atendimento e filtrar solicitações, preencha os critérios abaixo com atenção. Parceria com Guri Polo Brooklin.
Sou Elaine Santos. Mulher, mãe, de duas meninas — Isabelle 34 e Laura 10, Jornalista e psicanalista especializada em comunicação e psicologia positiva. Fui mãe aos 16 anos, casei e separei em menos de 2 anos. Casei novamente aos 38 e divorciei aos 50. Sou mãe solo nas duas histórias.
Uma mulher como tantas outras: que trabalha, cuida dos filhos, segue sem apoio — e também sem reclamar, porque acredita que os perrengues servem de histórias para serem contadas.
A minha base da infância não é tão diferente do meu hoje. Sou filha de uma mulher extremamente forte, que criou três filhas sozinha, trabalhando como secretária do lar para colocar comida na mesa, educar a mim e minhas irmãs. Sou a filha mais velha. Cresci sem a presença do meu pai. Meu primeiro trabalho foi aos 9 anos, atendendo turistas numa sorveteria.
Tive dificuldade para estudar, trabalhar, mas sempre soube falar. Foi na fala que sobrevivi e soube fazer acontecer. Trabalhando com telemarketing, uma chefe enxergou em mim algo que eu ainda não via e me perguntou: “Por que você não faz jornalismo?” Eu não escolhi a faculdade. A faculdade me escolheu.
O jornal A Tribuna de Santos, onde eu trabalhava, financiou meus estudos. E ali começou uma trajetória de mais de 25 anos na comunicação, entre jornal, rádio, tv e site. Sempre trabalhando, estudando e criando minhas filhas. Eu não soube o que é viver sem responsabilidade. Aprendi com a vida a conversar, a me respeitar, a ser firme e também humilde. Não foi sorte. Foi esforço.
Como jornalista, aprendi a olhar no olho e a escutar de verdade o que a pessoa estava dizendo, porque eu me sentia responsável por como o outro iria ouvir a notícia e compreender o que realmente aconteceu. O PADECOGE já existia ali — mesmo sem nome. E eu acredito muito que: não existem coincidências. Existem providências.
Hoje, como psicanalista e criadora do PADECOGE, eu doo para quem quer me ouvir aquilo que a vida me ensinou. Porque no fim, a forma como a gente fala é o que constrói — ou destrói — quem somos.